Impressões literárias · Literatura Brasileira

Resenha – Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós

O livro mais lindo do ano! Tanto amor, mais tanto amor que terminamos a leitura explodindo de amor.

O menino-narrador nos conta suas lembranças. Como dói a ausência da mãe morta e do pai vivo, mas alcoólatra. A madrasta que a cada dia corta mais fina a fatia sagrada do tomate de cada dia. As partidas dos irmãos que não aguentam mais viver naquela miséria de amor e bens materiais. As manifestações fraternais de escape: comer vidro, miar, bordar… O narrador que só fala em amor, e como o amor dói em seu peito.

Rico em passagens memoráveis, visto como um mini autobiografia, Bartolomeu vive de novo nos corações dos leitores.

O amor, ao anunciar-se, assustou-me. invadiu-me de repente, sem pedir licença ou por favor. E naquele tempo se usava pedir desculpas para ser feliz. A felicidade nos era interditada. Toda tristeza prenunciava uma felicidade que não chegava. (pág 25)

capa vermelho amargo

 

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