Autoria feminina · Impressões literárias

Eva Luna – Desafio Rory Gilmore

Eva Luna, de Isabel Allende

Dia do livro eu vos agracio com algumas linhas sobre o belo romance de Isabel Allende. Talvez eu caia em uma comparação inadequada (sou do tipo que tenta encontrar parâmetros em tudo), mas  acho a escrita da Isabel muito similar ao do Gabriel García Márquez. Explico adiante.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Eva Luna. Ela conta sobre sua mãe, seu nascimento, sua infância, suas amizades… Eva é um ser mágico. Por mais rechaçada que tenha sida pela sociedade, Eva – quando entra na vida de alguém, a transforma. Belo ver ela interagindo com o cientista paralítico, com a doméstica das casa dos irmãos solteiros, com o sírio… Além de tudo ela tem o dom de narrar. Conta histórias que prendem os ouvintes, melhora os finais das novelas a ponto de sua versão ser muito melhor, conta histórias de amor para a mulher do sírio para ajudá-la a sair da depressão e aprender espanhol. São essas atitudes que me fazem fazer um paralelo à escrita do Gabo, principalmente o fantástico latino-americano tão presente na figura de Eva.

Seu biotipo a faz ser diferente dos demais miseráveis da história. Branca, olhos e cabelos claros a salvam de situações que um negro talvez fosse alvo. Em suas andanças errantes ela se envolve com militares, prostitutas, travestis, gente mais pobre que ela, mas que de certa forma se encantam pela menina e a adotam. Assim, Eva Luna é de todos, quase um patrimônio nacional.

Um romance que prendeu ao ponto de lê-lo em dois dias (300 e poucas páginas!) e que me deu vontade de enveredar logo em outras romances da escritora, porque Isabel Allende é tiro certo para uma boa história, a tal ponto que Eva Luna com seu dom de narrar, seja um alter ego da autora.

Um comentário em “Eva Luna – Desafio Rory Gilmore

  1. Interessante sua comparação da Allende com o Gabo. Até agora, só li um livro da Isabel (Inés da Minha Alma) e não senti tanto a presença do fantástico naquela história. Mas, pela sua resenha, deu para notar sim o elemento mágico na trama que seria visto nos livros do Gabo. Fiquei muito a fim de ler 🙂

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